*nada aqui*

nota importante: isso não é um blog intelectualizado, estilizado ou organizado. muito menos pretensioso. seja bem-vindo!


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EU...


...sou: a Vivian, ou a Danone, uma grande idiota.

...moro: no Rio de Janeiro, e não tenho grandes problemas com isso.

...estudo: no CPII, no Intellectus e no curso de Francês.

...faço: mais nada da vida.

...tenho: 16 anos, um fígado resistente, alguns amigos e uma cachorra pentelha.

...pretendo: ficar rica. Muito rica.

...adoro: comer, dormir e vegetar.

...detesto: todo o resto.


MSN: danone_cp2@hotmail





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Jororoba
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Priscila



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Quarta-feira, Julho 18, 2007


O orgulho e a vergonha de ser brasileiro


Ser brasileiro, muitas vezes, é sinônimo de ser bom. Não bom de bonzinho, bom de competente. E somos muito bons mesmo, em muita coisa, e não é à toa. Não é patriotismo gratuito nem aquele papo de diversidade cultural e miscigenação, é uma simples constatação de fatos.

Temos os melhores médicos. Os melhores dentistas. Os melhores professores, os melhores policiais (e bandidos), os melhores pilotos de avião e controladores de vôo, e, critérios de competição à parte, os melhores atletas.

Como toda regra tem sua exceção, temos, porém, os piores administradores e políticos. Esses, quem sabe, poderiam até ser muito bons – não duvido –, mas não fazem questão. Ao contrário dos outros.

Se foi o ovo ou a galinha que nasceu primeiro, não sei dizer. Se foram as autoridades negligentes e corruptas que, por algum motivo, chegaram primeiro no poder e tanto fizeram que todo mundo não viu outra saída senão aprender na marra como trabalhar nas piores condições, ou se uns espertinhos perceberam que esse país tinha uma gente muito boa no que faz, e que essa gente conseguiria (na medida do possível) segurar a onda, mesmo que os tais maus elementos tirassem dela tudo que conseguissem.

Chega de ficar segurando a onda. Se atrocidades são cometidas todos os dias contra pessoas inocentes, se a saúde pública, a educação e todo o resto estão caindo aos pedaços, e se acidentes estúpidos de avião acontecem nesse país não é porque somos ruins ou porque faltam pessoas capacitadas para essas áreas. É simplesmente porque não lutamos por nosso direito, não exigimos nenhum retorno por tudo que fazemos. Apenas lamentamos, achando que ser cidadão resume-se a pagar os impostos e comparecer no dia da votação.

Criancinhas são arrastadas deliberadamente por quilômetros, empregadas domésticas são espancadas por pittboys, pessoas morrem de fome e de sede, aviões explodem causando centenas de mortes. Enquanto milhões, bilhões de reais são desviados para contas particulares, e fala-se disso como se fossem meia dúzia de bananas. E as pessoas acordam cedo, vêem essas coisas no jornal, pensam que “estamos mesmo perdidos”, e vão trabalhar. Cada vez melhor.

Post cuspido por Vivian às 10:30 AM Solta o verbo!


Esse post já era pra ter sido bem antes, mas foda-se, ninguém vem aqui mesmo. Hehehe... fica registrado:


“Os cinco suspeitos de participar do assalto que terminou com a morte do garoto João Hélio Fernandes, 6 anos, sabiam que ele estava pendurado pelo cinto de segurança, segundo o delegado-assistente Alexandre Capote. O menino foi arrastado por cerca de 7 km e morreu.”
(Folha Online, 13/02/2007)


“(...) O pai dele [Diego], então, apresentou-se voluntariamente para prestar depoimento, o que ajudou a policia a chegar até Diego, o menor e Thiago. Segundo o subcomandante do 9º Batalhão da PM, Marcelo Malheiros, o pai de Diego disse estar chocado com a história e afirmou ter alertado ao filho sobre o mau caminho que ele estava seguindo.”
(Último Segundo, 09/02/2007)




“Os cinco rapazes acusados de espancar a empregada doméstica Sirlei Dias de Carvalho, na Barra da Tijuca (zona oeste do Rio), afirmaram segunda-feira (16) em seu depoimento à Justiça que, naquele dia, saíram para ‘zoar as putas’.”
(Folha Online, 17/06/2007)


“(...) O pai de um dos agressores, o estudante de direito Rubens Arruda, de 19, disse que ‘manter essas crianças presas é desnecessário. Elas estudam, têm famílias e não são bandidas’. (...)
- Existem crimes piores. Eles não podem se misturar com bandidos na Polinter. Bandidos esses que diariamente estão trocando tiros com policiais em morros como o da Vila Cruzeiro - disse o empresário.
Como castigo para o filho, Ludovico defende uma surra, que ele mesmo daria.
- Se eu pudesse, pegava o meu filho e dava uma surra. Isso destruiu a minha vida e de toda a família. Eles fizeram uma bobagem e terão que pagar por isso. Queria dizer à sociedade que nós, pais, não temos culpa. Mas não é justo manter presas crianças que estão na faculdade, estão estudando, trabalham, têm caráter. Não concordo com a prisão na Polinter, ao lado de bandidos. Vão acabar com a vida deles. Peço ao juiz que dê uma chance aos nossos filhos.”
(O Globo Online, 26/06/2007)


“(...) O pai da empregada doméstica, o pedreiro Renato Carvalho, disse à platéia, formada principalmente por conselheiros da Associação Comercial, que os pais devem cuidar de seus filhos e que a educação começa em casa. Segundo ele, os pais devem aprender a dizer 'não' aos filhos.”
(O Globo Online, 09/07/2007)



Dispensa maiores comentários...



..............


O Meu Guri
Chico Buarque


Quando, seu moço, nasceu meu rebento
Não era o momento dele rebentar
Já foi nascendo com cara de fome
E eu não tinha nem nome pra lhe dar
Como fui levando, não sei explicar
Fui assim levando ele a me levar
E na sua meninice ele um dia me disse
Que chegava lá
Olha aí
Olha aí
Olha aí, ai o meu guri, olha aí
Olha aí, é o meu guri
E ele chega
Chega suado e veloz do batente
E traz sempre um presente pra me encabular
Tanta corrente de ouro, seu moço
Que haja pescoço pra enfiar
Me trouxe uma bolsa já com tudo dentro
Chave, caderneta, terço e patuá
Um lenço e uma penca de documentos
Pra finalmente eu me identificar, olha aí
Olha aí, ai o meu guri, olha aí
Olha aí, é o meu guri
E ele chega
Chega no morro com o carregamento
Pulseira, cimento, relógio, pneu, gravador
Rezo até ele chegar cá no alto
Essa onda de assaltos tá um horror
Eu consolo ele, ele me consola
Boto ele no colo pra ele me ninar
De repente acordo, olho pro lado
E o danado já foi trabalhar, olha aí
Olha aí, ai o meu guri, olha aí
Olha aí, é o meu guri
E ele chega
Chega estampado, manchete, retrato
Com venda nos olhos, legenda e as iniciais
Eu não entendo essa gente, seu moço
Fazendo alvoroço demais
O guri no mato, acho que tá rindo
Acho que tá lindo, de papo pro ar
Desde o começo, eu não disse, seu moço
Ele disse que chegava lá
Olha aí, olha aí
Olha aí, ai o meu guri, olha aí
Olha aí, é o meu guri



Post cuspido por Vivian às 10:29 AM Solta o verbo!



Quinta-feira, Julho 12, 2007


Um dia você aprende...
William Shakespeare



Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma.

E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança.

E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas.

E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.

E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.

E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam...E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la, por isso.

Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.

Descobre que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destrui-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida.

Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.

E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você é na vida.

E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.

Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.

Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos.

Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos.

Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que você mesmo pode ser.

Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.

Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve.

Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.

Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências.

Aprende que paciência requer muita prática.

Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.

Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou.

Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.

Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não lhe dá o direito de ser cruel.

Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar isso.

Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo.

Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.

Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.

Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás.

Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.

E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.

E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!

Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar.


Post cuspido por Vivian às 10:53 PM Solta o verbo!



Sábado, Maio 26, 2007



Versos íntimos

(Augusto dos Anjos)


Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!


Post cuspido por Vivian às 12:59 AM Solta o verbo!



Terça-feira, Dezembro 05, 2006




Cansada, querida??

Relaxe, garota. Vá lá fora, faça uma caminhada, deixe o vento bater na sua cara, respire um pouco de ar puro, lembre-se de como a vida pode ser divertida... Só para não perder a motivação. Sem exageros.
Aproveite, mas não demore demais.
Volte antes de escurecer, você precisa continuar trabalhando.

Você tem um objetivo, não tem?
Então é atrás dele que você tem que ir.
Vai te dar trabalho, ah vai, mas foi você quem escolheu assim.
E no final, você sabe terá bastante tempo pra desfrutar da sua felicidade.

Lembre-se que, mais cedo ou mais tarde, a festa vai acabar, e todo mundo vai pra casa.
Esqueça um pouco essa diversão imediata e finita.

Apenas trabalhe agora, pela sua felicidade.


Post cuspido por Vivian às 10:54 PM Solta o verbo!



Segunda-feira, Dezembro 04, 2006


De tudo ao meu amor serei atento



Sua chamada está sendo encaminhada para a caixa de mensagens e estará sujeita a cobrança após o sinal.





Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto



Sua chamada está sendo encaminhada para a caixa de mensagens e estará sujeita a cobrança após o sinal.





Que mesmo em face do maior encanto



Sua chamada está sendo encaminhada para a caixa de mensagens e estará sujeita a cobrança após o sinal.





Dele se encante mais meu pensamento.



Sua chamada está sendo encaminhada para a caixa de mensagens e estará sujeita a cobrança após o sinal.





Quero vivê-lo em cada vão momento



Sua chamada está sendo encaminhada para a caixa de mensagens e estará sujeita a cobrança após o sinal.





E em seu louvor hei de espalhar meu canto



Sua chamada está sendo encaminhada para a caixa de mensagens e estará sujeita a cobrança após o sinal.



E rir meu riso e derramar meu pranto



Sua chamada está sendo encaminhada para a caixa de mensagens e estará sujeita a cobrança após o sinal.





Ao seu pesar ou seu contentamento



Sua chamada está sendo encaminhada para a caixa de mensagens e estará sujeita a cobrança após o sinal.





E assim, quando mais tarde me procure



Sua chamada está sendo encaminhada para a caixa de mensagens e estará sujeita a cobrança após o sinal.





Quem sabe a morte, angústia de quem vive



Sua chamada está sendo encaminhada para a caixa de mensagens e estará sujeita a cobrança após o sinal.





Quem sabe a solidão, fim de quem ama



Sua chamada está sendo encaminhada para a caixa de mensagens e estará sujeita a cobrança após o sinal.




Eu possa dizer do amor (que tive):



Sua chamada está sendo encaminhada para a caixa de mensagens e estará sujeita a cobrança após o sinal.





Que não seja imortal, posto que é chama



Sua chamada está sendo encaminhada para a caixa de mensagens e estará sujeita a cobrança após o sinal.





Mas que seja infinito enquanto dure.



Sua chamada está sendo encaminhada para a caixa de mensagens e estará sujeita a cobrança após o sinal.

Sua chamada está sendo encaminhada para a caixa de mensagens e estará sujeita a cobrança após o sinal.

Sua chamada está sendo encaminhada para a caixa de mensagens e estará sujeita a cobrança após o sinal.
Biiiiiiiiipe.
















(...)
De repente, não mais que de repente.

























Poetas são criaturas atemporais. Afinal... a História continua determinada em repetir-se incansavelmente.


Post cuspido por Vivian às 12:28 AM Solta o verbo!



Quarta-feira, Novembro 22, 2006


descontraindo um pouco...


Filosofia de Banheiro

Uma das sensações mais gratificantes na vida é urinar quando se está muito apertada.
Em compensação, uma das sensações mais desesperadoras é urinar em um banheiro sujo quando se está muito apertada. Você tem que ficar em pé e forçar as pernas, e ao mesmo tempo se equilibrar e mirar bem pra não emporcalhar tudo, e não consegue mijar de jeito nenhum, mesmo que a sua bexiga esteja explodindo.
Acho que talvez isso se deva ao fato de que você tem que contrair alguns músculos e relaxar completamente outros, que são relativamente próximos, e isso deve exigir um pouco de coordenação motora.


...

Confira o interessante depoimento da Fernanda sobre o tema:
"nanda diz:
eu smp consigo mijar qdo eu to bêbada, nessas condições q vc descreveu
danoninho diz:
ahsduahsdu
danoninho diz:
nao sabia que vc se embebedava com freqüencia..."


Vai entender...!



Post cuspido por Vivian às 11:39 PM Solta o verbo!



Quarta-feira, Outubro 25, 2006




- Me ama?
- Claro que amo.
- Quanto?
- Muito, demais, mais do que tudo.
- Me ama pra sempre?
- Amo, pra sempre...
- Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença?
- Ah, peraí... aí você já tá pedindo demais...


Post cuspido por Vivian às 1:16 AM Solta o verbo!



Sábado, Outubro 21, 2006





[...é um paradoxo difícil demais de se explicar. por favor, poupem-me deste trabalho. certamente que, no fundo, cada um irá entender.]



meu sincero pedidos de desculpas por ter sido um problema antes e ser um problema maior ainda neste momento, jamais quis fazer alguém sofrer, mas... enfim, é, de fato, paradoxal.

apenas aceitem as desculpas, de verdade, e não sejam paradoxais, como eu.

procurem ter boas lembranças sem que isso implique obrigatoriamente na terrível falta que eu sei que algumas coisas fazem.

muitas vezes a dor é inevitável... é preferível, então, que seja intensa, porém breve do que uma dor persistente, crôncia, torturante.



Post cuspido por Vivian às 4:25 AM Solta o verbo!



Domingo, Outubro 15, 2006


- Existe algo que seja mais importante que o seu amor?
- Não
- Nada?
- Nada.
- Nem seus ideais?
- Nem eles.
- E você acha que pode, algum dia, pensar melhor e perceber que nunca amou?
- Não, não acho.
- Nenhuma desilusão?
- Eu amo.
- Mas e se...
- Eu amo.
- E se o seu amor acabar?
- Não acaba.
- Como você pode ter tanta certeza?
- Tendo.
- Mas e se...
- O meu amor não acaba.
- Por nada?
- Por nada.
- Nem pela sua paz?
- Nem por isso.
- Nem pela sua vida?
- Nem pela minha vida.
- Certo...
- Sim.


Post cuspido por Vivian às 3:39 PM Solta o verbo!



Sexta-feira, Setembro 15, 2006


Se a palavra freezer significa, literalmente congelador em Inglês...
Por que diabos chamamos o congelador do refrigerador duplex de congelador e o freezer grande que não é duplex de freezer??

Ou seja...
por que fazer essa diferença se freezer e congelador significam a mesma coisa??!!


Post cuspido por Vivian às 11:26 PM Solta o verbo!



Domingo, Agosto 13, 2006


(In)definições de uma mente poética
[Título provisório]

Um dia ela cansou de se expor. Cansou de acreditar no que sabia que não era verdadeiro. Cansou de tentar se convencer de mentiras tão óbvias, e resolveu ser mais discreta. Assim, ao menos, podia enganar-se à vontade.
Então ela foi moderna, e foi chique, e bonita, e inteligente. Via tudo como as pessoas modernas vêem as coisas do mundo, via filmes, lia livros, enxergava arte até onde não havia arte, e era moderna... Relacionava-se com pessoas modernas, e era moderna. Que bonito, veja só, como é moderno...
É tudo tão bonito, e veja só todas essas pessoas! Tudo tão racional, e tão moderno, e calmo, e suave, e ao mesmo tempo é tudo tão sólido. E cult, e fino. Belo. Sem superlativos, por favor.
E um dia ela cansou de ser moderna. Cansou de toda essa sutil elegância e de todas as pessoas inteligentemente equilibradas.
Cansou de se esconder, porque se escondendo, e sendo moderna, não era ela. Era o resto. E se escondendo, sendo moderna, e bonita, e inteligente, se rebaixava, e se igualava. A todo o resto. A todas as outras.
Então amou. E odiou. Chorou, e riu. Exageradamente, e era tão próximo seu choro do seu riso que esquecia a hora de rir, e a hora de chorar, e chorava de alegria, e ria de desespero. Dividiu-se em duas. Três. Dez. Mil. Não conhecia mais a si, e a cada momento conhecia uma nova face de si. Era confusa, e louca, e nada moderna. Não era bonita, inteligente, não era nada. E era tudo. Era louca, e era muitas. Muitíssimas.
Amou e odiou, com a mesma intensidade, e com a mesma facilidade, como amam (e odeiam) os mais românticos Românticos, cegamente, apaixonadamente. Amou com todas as forças que lhe restavam, achando que isso era o que faltava, que isso era o que faria a diferença. Amor. Paixão.
Enganou-se. Pobre romântica desiludida, não era amor o que faltava. Não era com amor que se tornaria diferente. Era comum, e nem sequer era moderna.
Era incompleta, faltava-lhe algo. Quando falava não ouvia a própria voz, quando escrevia, as lágrimas incessantes manchavam cada palavra, e ela não as podia ler.
Quis ser mais que isso, mais que um poço transbordando lágrimas e amor visto por todos como um poço seco e inútil. Quis, então, se expor mais que nunca, porque antes, bem antes, quando ainda se expunha, não se expunha, expunha aquilo que achava (e realmente achava) que era, e que deveria expor.
E ao se expor expressava intensamente cada impressão que lhe imprimia cada instante, cada coisa. Era insuficiente a expressão. Gritou desesperadamente, um grito abafado pelo barulho dos motores dos carros e das sirenes das ambulâncias. Gritou dolorosamente, até que acabasse o ar em seus pulmões. E ainda assim não foi ouvida.
Tentou, de todas as formas, encontrar-se novamente. Tentou, por muitas vezes, ser bonita, e inteligente, e moderna. Não podia mais.
Agora que conhecia a realidade a respeito de toda aquela utopia humana em massa, e conhecia a fundo a melancólica e cinzenta individualidade de todos os utópicos, não podia simplesmente ignorá-las. Era um caminho sem volta.
Conhecia a fundo, sim, milhões de pessoas, e sabia que era exatamente igual a todas elas em algum ponto. E era isso que tentava descobrir. Onde, exatamente, ficaria esta interseção?
E quanto mais conhecia, mais perdida ficava, e corria de um lado a outro buscando uma forma de expressão suficientemente clara que atingisse a todos, exatamente nesse ponto que todos têm em comum.
Fracassou. Não pode, nunca, satisfazer-se. Não pode nunca compreender a essência da angústia que leva à necessidade da compreensão, e portanto, da expressão. Foi frustrada na tentativa, não de expressar, mas de obter algum retorno que permitisse a ela compreender a si mesma através da compreensão alheia.
Não desistiu...

Post cuspido por Vivian às 6:15 AM Solta o verbo!



Quarta-feira, Agosto 02, 2006


- Então, não quer conversar?
- Não posso, estou ocupada!
- Ocupada com o quê?
- Ocupada me distraindo.
- Mas...
- Que foi??!
- Ou você se ocupa ou você se distrai.
- Estou ocupada me distraindo. E pare de tentar desviar a minha atenção. Estou tentando me concentrar!
- Mas se você quer se distrair...
- Eu estou me concentrando em me distrair!!
- Eu não entendo!
- Vá à merda, não tenho tempo pra sua burrice.
- Não precisa ofender...
- Foi você quem começou!
- Olha, eu não quero brigar.
- Eu quero. Imbecil, pare de me criticar! Você não sabe nada da minha vida.
- Ah, você está descontrolada...
- Eu NÃO estou descontrolada! É tudo proposital. Tudo proposital!!
- Mas pra que todo esse escândalo? Eu só não consegui entender o que aconteceu com você... Por que...?
- Cala a boca! Cala a boca! Eu estou tentando me concentrar!!! Mas que merda!!! Cale essa sua boca!!
- Ah, garota, você é louca... Louca!
- Pode ser. Mas uma louca ocupada, pelo menos. Estou tentando me concentrar... tentando me concentrar...




Eu sou um peixe.
Eu sou um peixe.
Eu sou um peixe.
Post cuspido por Vivian às 11:14 AM Solta o verbo!



Quinta-feira, Julho 20, 2006


Eu te amo? Sim, eu te amo. Isso não é nenhuma novidade. Mas não é disso que eu quero falar. Não, não vou escrever sobre o amor ou o que quer que seja que torna os defeitos das pessoas insignificantes e as faz perfeitas diante dos olhos de quem ama.
Definitivamente não vou falar disso.
É brega demais para o meu blog. Por mais que eu saiba que provavelmente ninguém vai ler, a não ser que eu peça. (é a decadência total)
Enfim...

Eu te amo, mas não é isso que me cega ou me faz tropeçar nos meus próprios conceitos. Talvez porque, muito felizmente, eu tenha achado a pessoa certa pra amar - embora poucos sejam aqueles que concordam comigo... que importa!
Você não é uma ilusão construída por mim, nem uma utopia. Não é um falso ideal de o que quer que seja. Você é, muito mais que qualquer um, de verdade, ainda que isso possa soar estranho, considerando-se as circunstâncias.
Não. Você é, não só pra mim, uma pessoa sensacional.
Todos aqueles que gostam de você - e não são poucos - têm (muitos) motivos pra isso, e a maioria sabe perfeitamente disso.
Talvez você seja o único que não enxerga, algumas vezes, sua incrível capacidade de se fazer querido entre as pessoas, e, o mais importante, sem nenhum tipo de dissimulação ou deturpação daquilo que você realmente é.
Você é absolutamente admirável.

Peço desculpas por não controlar nem um pouco o ciúme que eu sinto de você. Mas, olhando por um lado bom, pode ser que ele seja justamente o que me mostra que não é, nem de longe, um engano amar tanto assim.


Post cuspido por Vivian às 7:07 AM Solta o verbo!



Sexta-feira, Junho 30, 2006


Manhã de inverno, um dia de semana típico. Bocejava encostada no poste do ponto de ônibus, comendo sem muito entusiasmo uma barra de cereais. As nuvens que encobriam parcialmente o céu já deixavam ver a claridade meio ofuscante do sol matinal, e começava a surgir o movimento nas ruas.
Dezesseis anos, os cabelos cor de chocolate um pouco abaixo dos ombros escondidos sob uma touca de lã colorida. Usava um moletom azul-piscina comprido por cima do uniforme do colégio, e parecia extremamente entediada.
Vendo passarem alguns carros, sentiu uma inveja extrema de seus motoristas. Cogitou a possibilidade de comprar uma lambreta, mas seus pensamentos logo foram desviados pelo ônibus que chegava.
Deu a última mordida na barra de cereais, jogou a embalagem no chão e subiu no ônibus que acabara de parar.
Resmungou alguma coisa ininteligível e passou o cartão na catraca, tomando coragem para espremer-se entre toda aquela gente feia e sonolenta.
Parou de pé ao lado de um assento, e um instante depois a senhora que nele estava sentada levantou-se e deu o sinal de parada.
"Que ótimo, pelo menos vou sentada", pensou, mas antes que pudesse sequer mover-se uma mulher gorda e com um aspecto sujo enfiou-se entre ela e a senhora que acabara de levantar e ocupou o lugar. Teve vontade de cuspir na cara da mulher, mas controlou-se. Revirou os olhos, bufou e deslocou-se um passo para o lado, parando ao lado de outro assento.
- Quer que segure a bolsa? - perguntou o homem sentado em frente a ela.
- Uhum... brigada - respondeu, distraída, tirando a grande bolsa atravessada do ombro e pousando sobre o colo do homem. Seus olhares cruzaram-se por uma fração de segundo.
Moreno claro, cabelos lisos curtos e bem assentados. Não passava dos trinta anos, certamente. Usava óculos de armação fina e tinha a barba bem feita. Vestia um suéter marrom de gola e uma calça jeans de tonalidade muito escura.
Ela olhou pela janela, viu aquela paisagem de que já conhecia todos os detalhes. Desviou novamente o olhar, observou por um momento o rosto daquele homem na sua frente. Era bonito, sem dúvida, mas não tinha nada de espetacular. Olhava para o nada, parecendo concentrado.
O ônibus sacodia um pouco e ela sentiu sua coxa roçando levemente no braço dele. Esboçou um sorriso de boca fechada. Olhou para baixo disfarçadamente, viu seu jeans azul claro junto ao grosso tecido marrom do suéter dele. Notou que ele segurava sua bolsa com mais vigor do que o necessário, os nós dos dedos pareciam brancos. Viu a aliança dourada na mão esquerda. Casado.
Virou o rosto para o outro lado, e o sorrisinho tornou-se mais perceptível.
- Dá licença... licença. - pediu alguém atrás dela tentando atravessar o ônibus.
Conforme os passageiros passavam por ali para descer, ela era jogada mais pra frente, e o contato com o corpo daquele desconhecido tornava-se maior. Olhou de novo para ele, observando melhor os detalhes, sem se preocupar nem um pouco com discrição. Ele passou a mão na testa desajeitadamente, seus olhos mantinham-se fixos em um ponto qualquer à frente. Mirou-a diretamente, e novamente desviou o olhar tão logo percebeu que ela o encarava.
Ela olhou mais uma vez pela janela, apertou o botão para dar o sinal.
- A bolsa, por favor... - falou com voz meiga.
Ele a entregou rapidamente, abrindo a boca para falar qualquer coisa, ainda que nenhum som tenha saído.
- Obrigada. - completou ela, com um rápido sorriso.
Segurando a bolsa na mão, driblou com grande agilidade toda a aglomeração de pessoas e saiu rapidamente pela porta na traseira do veículo, descendo os degraus com pressa.
Quando pôs o pé direito no chão sentiu a porta fechando atrás de si e puxou logo o outro pé. Tarde demais.
O cadarço do tênis ficou preso na porta, que acidente besta, foi o primeiro pensamento que lhe ocorreu.
Viu-se de joelhos no chão, sentiu que havia ralado as mãos ao aparar a queda. Antes que conseguisse levantar-se sozinha, ouviu uma voz masculina vindo de cima dela. O tom era preocupado:
- Machucou??
O homem que encontrava-se na frente dela estava de terno, mais um jovem executivo do Centro. Abaixou-se para ajudá-la a se levantar.
- Ah.. estou bem... obrigada.
Olhou para a mão que segurava seu braço com cuidado. Mão esquerda. Aliança. Casado.
Esboçou um sorriso.

Post cuspido por Vivian às 5:27 AM Solta o verbo!





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